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O Voo da Águia

Depois da eliminação precoce das competições europeias, melhor resposta era impossível. O SL Benfica venceu este fim de semana por 6×0 o Vitória de Setúbal numa partida a contar para a 12ª jornada do campeonato, isto antes de ir jogar na casa do FC Porto, o líder do campeonato que ainda não perdeu.
O SL Benfica apresentou uma atitude que poucas vezes tinha sido vista esta temporada, tendo conseguido protagonizar a melhor exibição, enaltecida por algumas marcas: Desde logo, o regresso aos golos do  Capitão Luisão (mais de um ano depois) e a ultrapassagem de Jonas da ambicionada marca dos 100 golos com a camisola das águias.
São efetivamente muitos os pontos positivos que se podem observar no jogo do passado domingo. Contudo, não é uma exibição que faz esquecer tudo o que já foi feito de negativo. Não é por se ter ganho 6×0 ao Vitória de Setúbal que o SL Benfica é automaticamente campeão, o que se percebe logo quando se olha para a tabela classificativa, onde os comandados por Rui Vitória surgem na terceira posição. Não é por se ter ganho 6×0 que se esquecem os cinco desaires na Champions, nomeadamente a goleada sofrida em Basileia. Não é por se ter ganho 6×0 que se esvaem da memória todos os jogos em que a bola entrou na baliza errada e em que a defesa simplesmente pareceu não existir. Não é por se ter ganho 6×0 que tudo a partir daqui correrá bem.
A verdade é que esta vitória vale três pontos, os mesmos que o SL Benfica conseguiu em casa, frente ao Portimonense, num jogo em que não foi melhor. O que torna então esta vitória tão diferente das outras?
O jogo com o Vitória de Setúbal serviu acima de tudo para provar que esta equipa é capaz de mais. As alternativas, afinal, existem, só não têm correspondido àquilo que se esperava. E serviu ainda para provar que existem dois Benficas neste momento, aquele que jogou em Moscovo e aquele que jogou nos 6×0. A equipa é praticamente a mesma, mas existe uma diferença substancial. Krovinovic não é Filipe Augusto. Quando o croata joga, o SL Benfica tem muito mais controlo de bola e no passe, atacando com critério. Já quando é o brasileiro a assumir a posição 8 não existe ligação entre o ataque e a defesa e isso paga-se caro. Adicionalmente, a entrada de Krovinovic liberta Pizzi, permitindo que o criativo médio português tenha jogado como ainda não se vira esta época.
Na sexta-feira, o SL Benfica terá uma prova de fogo. É certo que o empate do FC Porto na Vila das Aves faz com que, no caso de uma derrota do tetracampeão, a diferença não seja de oito pontos, mas sim de seis. Contudo, é óbvio que o SL Benfica procura mais do que isso num campo de onde ainda nenhuma equipa saiu com pontos no presente campeonato. Desta forma, terá de ser um SL Benfica irrepreensível, em todos os setores, aquele que se apresentará no Dragão. E que não pode ter medo de atacar, pelo que não se compreende uma eventual aposta em Filipe Augusto. Por todas as razões referidas, Krovinovic não deveria perder a titularidade na sexta-feira.
Da mesma maneira que a vitória por 6×0 frente ao Vitória de Setúbal não salva a época, também não será um resultado negativo na sexta-feira que a destruirá. Acima de tudo, é importante que os jogadores entrem confiantes de que é possível vencer. Esse espírito, aliado a algum critério em todos os lances do jogo, faz com que um resultado positivo seja possível.
Esta semana, a minha última nota vai para Júlio César. O guardião brasileiro já rescindiu contrato com o SL Benfica, estando a ponderar encerrar a carreira já em dezembro, consequência das muitas lesões que o têm afetado nos últimos meses, as mesmas lesões que impediram que mostrasse sempre o seu valor. Não merecia terminar a carreira assim, mas deixa excelentes memórias. O SL Benfica e todos os seus adeptos não se esquecerão do Imperador que, sempre que entrou em campo, deixou tudo pelo Glorioso.

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