Opinião | Ser melhor mas continuar a jogar mal!

Opinião | Ser melhor mas continuar a jogar mal!

2 Julho, 2018 Não Por Decio Andrade

No passado sábado, Portugal viu as suas aspirações no Mundial da Rússia terminadas, tendo sido eliminado pelo Uruguai, num jogo que terminou 2-1 a favor da equipa sul americana.

Durante a sua participação no Mundial, Portugal demonstrou muitos défices de qualidade no seu jogo, desde o jogo da Espanha até ao jogo com o Irão e não esquecendo o jogo frente a Marrocos. Contudo, frente ao Uruguai e mais na segunda parte, a seleção das quinas demonstrou um futebol que até então não havia demonstrado, nem sequer no Europeu de França.

Portugal apenas não conseguiu ser eficaz na finalização, visto que no resto foi largamente superior ao Uruguai. Posto isto, fica a questão: jogar melhor e para quê?

Atendendo ao que se passou na Rússia, todos irão responder: “para nada”, contudo, a meu ver, Portugal não jogou bem frente ao Uruguai e muito menos frente aos adversários que encontrou no grupo B. A equipa liderada por Fernando Santos jogou às costas das individualidades que têm no plantel.

Frente ao Uruguai apesar de termos sido melhores que o adversário, não jogámos bem, fomos melhor porque desde cedo a equipa sul americana se encontrou em vantagem e visto que estava numa fase a eliminar não queria arriscar, logo baixou linhas, fechou quase por completo a sua baliza e deu a iniciativa de jogo a Portugal.

Apesar de termos bola nunca fomos uma equipa que soubesse o que fazer com ela e muito por culpa do medo de não errar, queríamos progredir com bola, contudo deixávamos sempre cinco jogadores atrás de toda a equipa sul americana.

A seleção das quinas não jogou bem, sim fomos superiores, mas não jogámos bem. Pois se o fizéssemos estávamos mais perto de vencer e não foi o caso, apesar de termos bola, cada saída do Uruguai em contra ataque era difícil de parar.

Porquê jogar melhor? Porque se o fizermos estamos mais perto de vencer.

Desde o início do Mundial percebemos que Fernando Santos queria que a seleção portuguesa joga-se com bola, contudo a estratégia não resultou. O plantel que o selecionador português levou à Rússia nunca conseguiria ser um plantel disposto a jogar em posse, quando no eixo da defesa temos dois jogadores, que apesar de serem bons no aspeto defensivo, com a bola nos pés não têm condições para fazer a equipa jogar.

Podíamos e devíamos jogar melhor, pois ao jogarmos melhor, ao jogarmos bem, ao jogarmos em cima do adversário, estamos mais perto de vencer como um todo e não vivendo das individualidades que existem no plantel.