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Opinião | A minha convocatória para o Mundial

A pouco mais de dois meses do início do Campeonato do Mundo de 2018, que se realizará na Rússia, a discussão sobre o melhor lote de jogadores a levar para o maior palco de seleções do mundo já vai ganhando contornos. Ora, não querendo, naturalmente, ficar fora dela, deixo, ao longo deste artigo, a minha lista de 23 jogadores.

Guarda-redes:

Para a baliza, Fernando Santos tem à disposição três atletas que oferecem totais garantias.

  • Rui Patrício: O guardião do Sporting é um dos indiscutíveis na seleção portuguesa. Em pleno auge de carreira, o leiriense será, por certo, a primeira opção de Fernando Santos para a baliza portuguesa. Fosse eu selecionador e tomaria a mesma decisão;
  • Anthony Lopes: Anthony Lopes é o guarda-redes português que mais se aproxima do nível de Rui Patrício e tem protagonizado uma boa temporada ao serviço do Lyon;
  • Beto: A fazer uma excelente temporada na Turquia, Beto Pimparel está habituado aos grandes palcos e, mesmo aos 35 anos, é um guarda-redes perfeitamente capaz. Afigura-se a melhor opção para terceiro guarda-redes.

Menção honrosa: Cláudio Ramos.

Defesas laterais direitos:

Outrora uma posição que deu dores de cabeça por ser um dos calcanhares de Aquiles da seleção das quinas, o flanco direito da defesa é, hoje, antes, motivo de dores de cabeça para Fernando Santos pela abundância de soluções que existem.

  • Ricardo Pereira: Não sou conservador, neste âmbito. Mesmo podendo não estar rotinado com as ideias da seleção principal, Ricardo Pereira é, de longe, o melhor defesa direito português da atualidade e, pela qualidade que vem demonstrando, a ser chamado, a sua adaptação não será, por certo, problema;
  • Cédric Soares: Não é que seja um jogador que se exibe a grande nível, mas Cédric é um atleta bastante fiável. Extremamente culto do ponto de vista tático, é a opção ideal para os jogos em que Portugal for obrigado a jogar mais fechado.

Menções honrosas: André Almeida; João Cancelo; Nélson Semedo.

Defesas centrais:

Estamos perante um setor envelhecido que necessita de rejuvenescimento. Está na hora de a transição começar a ser feita com aqueles que há.

  • Pepe: Desde há muitos anos, o melhor defesa central português;
  • Rúben Dias: Fazendo, a priori, a mesma salvaguarda que aquela que foi feita em relação a Ricardo Pereira, escolho Rúben Dias. A fazer uma grande temporada pelo Benfica, deve ser escolha de Fernando Santos, apesar da ainda tenra idade. É o futuro patrão da defesa portuguesa;
  • José Fonte: Mesmo na China, continua a ser um jogador perfeitamente válido;
  • Luís Neto: Não é um jogador particularmente vistoso, mas é eficaz no seu ofício e apresenta uma maturidade que deve ser tida em conta.

Defesas laterais esquerdos:

Boas opções (se) em boas condições físicas.

  • Raphaël Guerreiro: Se não estiver lesionado, o jogador do Borussia Dortmund é, a meu ver, titularíssimo. Veremos se chega ao Mundial em condições;
  • Fábio Coentrão: À semelhança de Guerreiro, Coentrão tem evidenciado, nos últimos anos, uma elevada propensão a lesões. Contudo, se estiver bem do ponto de vista físico, merece a chamada, como prémio da boa época que tem feito de leão ao peito.

Médios:

Muitas opções neste setor, com um misto de veterania e juventude.

  • William: Melhor trinco português;
  • Danilo: Um excelente substituto para William e, porventura, melhor opção que ele para embates que se adivinhem mais físicos;
  • Bernardo Silva: Elevado rendimento no Manchester City. Uma delícia com a bola nos pés. Levem-no.
  • Ricardo Quaresma: Portugal apertado, Quaresma para dentro das quatro linhas, cruzamento e golo de Ronaldo. Quantas vezes já vimos este filme?;
  • João Moutinho: Confesso que não o teria levado ao Campeonato da Europa, mas as duas últimas épocas de excelente nível que protagonizou são argumentos mais que suficientes para a convocatória.
  • Bruno Fernandes: Era uma dúvida no início da temporada, quando atravessou o Mediterrâneo, da Sampdoria para o Sporting, mas já é uma certeza. O jogador revelação desta Liga NOS não deve ser deixado de fora;
  • Manuel Fernandes: Oxalá que o Engenheiro não se engane nos cálculos e que o leve ao Mundial. Tem feito uma grande temporada e conhece os terrenos onde vai jogar, um fator que não se deve desvalorizar;
  • João Mário: Não tem feito um percurso muito feliz, mas a sua versatilidade é relevante e, nesse sentido, incluía-o no lote.

Menção honrosa: Rúben Neves; Adrien Silva.

Avançados:

Um poço de talento.

  • Cristiano Ronaldo;
  • André Silva: Não obstante os poucos minutos no Milan, apresenta uma química interessantíssima com Cristiano Ronaldo. Está em fase de maturação o ponta de lança que tem faltado a Portugal nos últimos anos;
  • Gonçalo Guedes: A dificuldade em afirmar-se no PSG levantou dúvidas em relação à sua qualidade, mas, em Valência, tem “partido a loiça toda” e vem sendo, para já, um dos principais jogadores do clube Che esta temporada;
  • Gelson Martins: Titularíssimo no Sporting, Gelson é um jogador que dá gosto de ver. Imprevisível nas suas ações, ultrapassa os adversários como se eles nem sequer existissem. Já esteve na Taça das Confederações e voltava a levá-lo à Rússia;

Menção honrosa: Bruma.

Gonçalo Ferreira da Silva
Como grande amante do futebol italiano que sou, estou a cargo da sua análise, reflexão e explicação no dabancada.com. Não abdico, contudo, de umas pinceladas pelo resto da Europa e pelos temas que maior interesse suscitam neste mundo que é o futebol.

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