Opinião | O futebol português pelas ruas da amargura

Opinião | O futebol português pelas ruas da amargura

21 Outubro, 2017 Não Por Gonçalo Ferreira da Silva

A última semana foi mais uma semana para esquecer para os clubes portugueses, no que se refere às competições europeias. Com efeito, todos os emblemas lusos que entraram em campo – FC Porto, na terça-feira, Benfica e Sporting, na quarta-feira, e Sporting de Braga e Vitória de Guimarães, na quinta-feira – perderam os respetivos jogos. Estes resultados desastrosos contribuíram para o afundar de Portugal no ranking da UEFA, encontrando-se, agora, o nosso país com escassos 4,5 pontos de vantagem sobre o sétimo lugar.

Se as derrotas de Sporting (fora, diante da Juventus) e Vitória de Guimarães (fora, diante do Marselha) até se compreendem, FC Porto (fora, diante do RB Leipzig), Benfica (em casa, diante do Manchester United) e Sporting de Braga (em casa, diante do Ludogorets) poderiam ter feito bem melhor, sobretudo, no que diz respeito à qualidade exibicional. De resto, os fracos argumentos colocados pelas equipas portuguesas em campo nas competições europeias deste ano (exceção feita a um ou a outro encontro) têm sido responsáveis por estes maus resultados e melhorias a este nível exigem-se.

Em parte, existe algo como um complexo de inferioridade que faz os conjuntos portugueses sentirem-se inferiores quando são chamados aos grandes palcos. Porém, é evidente que a qualidade está lá. Nesse sentido, a chave para uma inversão de tendência passa por um soltar das amarras e das convenções que nos impedem de darmos o nosso melhor.

Rapazes, a qualidade nós temo-la! Mostremos a nossa raça e tombemos gigantes como no passado! A sorte protege e protegerá os audazes!