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Opinião | O desfecho expectável do embate entre Juventus e Real

Nota introdutória

Como habitual, os quartos de final da Liga dos Campeões trouxeram-nos embates que se esperam ser de grande nível. O jogo que se assume como cabeça de cartaz opõe o Real Madrid à Juventus, uma repetição da final de Cardiff do ano passado e de uma das meias-finais da edição 2014/2015. Por sua vez, o Bayern irá disputar o lugar nas meias-finais com o Sevilha, ao passo que o Barcelona terá pela frente a Roma. Outro grande confronto em perspetiva é o Liverpool vs. Manchester City, duas equipas que já se derrotaram mutuamente na presente temporada.

Por se assumir como o grande momento destes quartos de final, propõe-se uma reflexão acerca do desfecho provável do duelo entre Juventus e Real Madrid.

Juventus vs. Real Madrid

Esta é uma das maiores rivalidades do futebol europeu. Em 19 jogos, a Juventus venceu por oito vezes, o Real Madrid triunfou por nove e apenas houve empates em duas ocasiões. Em relação ao número de golos apontados, registam-se, até ao momento, 22 para cada lado. Estes dados, facultados pela UEFA, são a prova do equilíbrio que, desde sempre, tem caracterizado os embates entre Merengues e Bianconeri.

Para esta eliminatória, não existe um favorito claro e as expetativas no que se refere ao que se vai passar ao longo das cerca de três horas de jogo constitui uma incógnita quase total. Por um lado, a Juventus, apesar de não parecer a um nível tão elevado quanto o evidenciado noutras épocas, encontra-se motivada depois de, após várias jornadas a morder os calcanhares ao Nápoles, ter conseguido ascender, finalmente, ao topo da classificação da Serie A e, assim, colocar-se na rota do hexacampeonato. Por outro lado, o Real Madrid tem protagonizado, a nível interno, uma das piores temporadas de que há memória, pese embora o grande rendimento a que nos tem habituado na liga milionária, com Cristiano Ronaldo a mostrar-se, mais uma vez, decisivo.

Para o jogo em Turim, a Juventus está praticamente obrigada a vencer para sonhar com a passagem, como o fez há quase três anos, quando Tévez e Morata selaram uma vitória suada (2-1), ainda assim merecida, no Juventus Stadium, confiando na sua boa organização defensiva para ser capaz de, mais tarde, segurar a vantagem em Madrid. Não obstante a razoável plausibilidade deste cenário, a Vecchia Signora não parece apresentar, como referido, a força europeia de outrora e, não perdendo em Itália, prevê-se que o Real faça valer a sua experiência e siga em frente na competição. Evidentemente, eventuais imprevistos (que possam, por exemplo, inviabilizar a participação de um ou de mais jogadores de ambas as equipas nesta eliminatória), a surgirem, terão sempre uma enorme influência no desenlace do confronto. Apesar de tudo, o que é facto é que o Real Madrid aposta todas as fichas na sua competição predileta, como forma de compensar o desastre interno, e nem a Juve parece ter força para travar os orientados de Zidane.

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