Messiah

Messiah

12 Janeiro, 2018 Não Por Gonçalo Ferreira da Silva

Depois de tudo o que o “baixinho” demonstrou no passado e que tem vindo a demonstrar ao longo desta temporada, sinto que é justo escrever, hoje, um pouco sobre ele. Afinal de contas, é o ser humano, inigualável, que tem acendido as luzes do futebol por esses relvados fora.

Lionel Messi é, não só um jogador diferente, como uma pessoa diferente. Nasceu com um problema hormonal e tudo indicava que aquele menino, nascido a 24 de julho de 1987, teria um destino bem distinto. Mas não. Cedo, o Barcelona viu nele um talento muito raro e logo se disponibilizou para o ajudar a combater o mal que o assolava. Passados anos, o argentino estreava-se nada mais nada menos que com as cores dos espanhóis, por curiosidade, no Estádio do Dragão.

Desde então, têm sido mais que muitas as alegrias que o pequeno génio tem dado aos adeptos do emblema que atua no Camp Nou. De pé esquerdo, de pé direito, de livre, depois de um remate de fora de área, depois de driblar meia equipa adversária… De facto, têm sido tantos e tão diferentes os golos do sul-americano ao longo de mais de uma década… Não há, simplesmente, palavras para descrever tamanha genialidade. Como se já não bastassem os seus tentos geniais, somos ainda brindados, todos as semanas, com passes verdadeiramente sobre-humanos, como aquele que permitiu a Jordi Alba marcar ontem frente ao Celta de Vigo.

Enfim… Fosse eu descrever, a rigor, a sua qualidade futebolística e não o acabaria em vida. Se Messi não fosse tão bom, talvez eu fosse capaz de produzir um texto melhor. Porque é a perfeição que é difícil de descrever, ou impossível de descrever dignamente. Oxalá que nos continue a brindar com lances mágicos por muitos mais anos. É que Messi já deixou de ser Messi. Messi é o Messiah.