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Manchester United 1-2 Manchester City | Premier League entregue?

À partida para o jogo em Old Trafford, o Manchester City sabia que, caso vencesse, registaria um novo recorde no que se refere a vitórias consecutivas na Premier League. Depois de cerca de 98 minutos frenéticos, os orientados de Pep Guardiola conseguiram-no, ao terem triunfado sobre os de José Mourinho, outrora seu companheiro no Barcelona, aumentando para 11 pontos a vantagem sobre os seus rivais e dando, assim, um passo gigante (quiçá, decisivo) rumo ao título inglês.

Em termos genéricos, salienta-se, desde logo, a justiça inerente à vitória do Manchester City. Com uma proposta de jogo audaz, os Citizens viram a sua coragem (até desnecessária, se atentarmos à larga vantagem de 8 pontos sobre o United antes do apito inicial) recompensada, frente a um Manchester United que só começou a atacar categoricamente quando se viu em desvantagem. Escusado será dizer que, em Inglaterra, jogar para o empate não dá bom resultado, tendo este encontro sido paradigmático.

Durante os primeiros trinta minutos, assistiu-se a um total controlo das operações por parte do conjunto forasteiro, que, contudo, praticava uma posse de bola (ascendia quase até aos 80%) algo estéril, lenta e sem verticalidade. À passagem da meia hora, os espaços na defesa dos Red Devils começaram a aparecer, ainda que não de um modo muito evidente, com nota de destaque para um falhanço do desinspirado Gabriel Jesus, isolado perante de Gea. Numa altura em que o jogo do City começava a ganhar mais objetividade, o United começou a conseguir sair, por algumas vezes, em contra-ataque; no entanto, sem ser capaz de criar perigo junto da baliza de Ederson.

Já perto do intervalo, num canto batido no lado direito do ataque, o City adiantou-se: Otamendi ganhou na dividida e a bola sobrou para David Silva, que se limitou a finalizar perante um desamparado de Gea. Com este golo, pode-se dizer que o marcador passou a traduzir a inegável superioridade do City durante a primeira parte. Ao cair do pano, numa altura em que o United foi obrigado a chegar-se à frente, a bola foi colocada nas costas da defesa do City, Delph protagonizou uma abordagem terrível ao lance, permitindo, desta forma, a Martial fazer um empate pelo qual o United não tinha feito merecer. À saída para o intervalo, era claro o desânimo de Guardiola, visivelmente incomodado com o facto de a sua equipa não ter sido capaz de aguentar o resultado até à pausa.

Na segunda parte, o jogo foi um pouco diferente. A precisar de fazer pela vida, o United chegou-se um pouco à frente, não consentindo, desta feita, o domínio do adversário, em termos de posse de bola. Numa fase de jogo dividido, eis que surge novo lance de bola parada. O City cobrou da esquerda, Lukaku aliviou de forma deficiente, permitindo o ricochete num dos jogadores que defendia, tendo a bola sobrado, com muita sorte à mistura, para Otamendi, que, num contexto muito parecido ao do golo de David Silva, bateu de Gea.

A partir desse momento, o Manchester United passou a jogar nitidamente ao ataque, na procura pelo golo. O melhor que conseguiu fazer ficou-se, não obstante, por uma jogada em que Lukaku rematou para defesa dupla de Ederson. À medida que os Red Devils iam subindo, os Citizens iam encontrando cada vez mais espaço nas costas, tendo falhando o 1-3 por diversas vezes. Nos minutos finais, assistiu-se a alguma perda de tempo por parte do conjunto dirigido por Guardiola, que conseguiu, com brilhantismo, fixar um novo recorde de vitórias consecutivas, como referido – e vão 14!

Se o campeonato já parecia praticamente entregue, tudo parece ter ficado decidido com este encontro. Mas estamos em Inglaterra… É até ao último suspiro!

Gonçalo Ferreira da Silva
Como grande amante do futebol italiano que sou, estou a cargo da sua análise, reflexão e explicação no dabancada.com. Não abdico, contudo, de umas pinceladas pelo resto da Europa e pelos temas que maior interesse suscitam neste mundo que é o futebol.

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