Estar quase não é igual a estar

Estar quase não é igual a estar

24 Maio, 2017 Não Por Diogo Múrias

Arouca e Nacional da Madeira foram os infelizes que desceram para a Segunda Liga. É o regulamento, das 18 equipas que disputam duas têm que descer. Este ano calhou a fava a estas duas. Mas terá sido só azar ou houve erros de casting? O DaBancada analisou os erros cometidos pelos dois clubes despromovidos.
Começaremos pela equipa da Madeira. O Nacional apenas conseguiu conquistar 21 pontos em 102 possivéis. A equipa começou às ordens de Manuel Machado, treinador que já estava na casa desde 2012 (antes disso já tinha tido outras paragens pelo Nacional). Manuel Machado realizou 18 jogos tendo ganho apenas 4 (sendo que 3 deles pertencem às 4 vitórias conseguidas na Liga). A direção, que mais tarde veio a arrepender-se deste ato, despediu o técnico de 61 anos e substituiu-o por Jokanovic, outro treinador com experiência no Nacional da Madeira. O técnico sérvio comandou a equipa em 11 jogos, tendo perdido 5 e empatado os restantes e apenas marcado 3 golos e sofrido 18 e uma derrota pesada por 7-0 no Dragão. João de Deus foi o terceiro treinador naquela época. Trocou o Sporting B pelo Nacional, porém não foi muito feliz. 8 jogos: 1 vitória, 1 empate e 6 derrotas, 5 golos marcados e 15 sofridos.

Nacional obteve apenas 21 pontos numa época para esquecer

3 treinadores passaram e nenhum conseguiu por o plantél a praticar bom futebol. Neste caso, o Nacional cometeu erros de casting. Fez uma má gestão do plantél. Nem sempre a culpa é do frabicante, por vezes a matéria não é boa para o produto.
No caso do Arouca, a equipa também rodou 3 treinadores, contudo só ficou na zona da despromoção no fim da última jornada. Entrou na última jornada 15ª posição com 32 pontos, mas 2 que o Moreirense e mais 3 que o Tondela. Contudo, a vitória do Moreirense sobre o Porto e a do Tondela sobre o Braga por 2 bolas a zero conciliadas com a derrota da equipa arouquense frente ao Estoril por 4-2 levou à despromoção por apenas um golo. Lito Vidigal foi quem começou a época. Na temporada transata conseguiu um feito inédito e atingiu as competições europeias. Contudo, esse feito inédito trouxe mais dificuldades do que ajudas para esta época. Devido a essas competições, a temporada do Arouca começou mais cedo e toda a equipa estava mal preparada para o cansaço que iriam sentir no decorrer da temporada. Lito saíu deixando a equipa com 27 pontos no campeonato em 21 jogos. Manuel Machado esteve 5 semanas e não conseguiu nenhum ponto em terrenos complicados. Jorge Leitão teve a função de conseguir a permanência, esteve perto, mas foi infeliz. 8 jogos: 1 vitória, 2 empates e 5 derrotas. Foi este o saldo negativo, sendo que a equipa marcou apenas 9 golos e sofreu 15. Basta mais um golo marcado ou menos um sofrido…

Arouca desceu de divisão por um golo

Também passaram 3 treinadores, como no Nacional, e tal como o clube madeirense, nenhum dos dois substitutos conseguiu fazer melhor percurso do que quem iniciou a temporada. Talvez chicotear não seja tão boa ideia e deviam ter fé no trabalho do treinador.