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Contra Tudo e Contra Todos

O SL Benfica perdeu esta quarta-feira os primeiros pontos em casa esta temporada, após ter empatado a um golo com o Sporting CP. Foi um jogo de sentido único, no qual a arbitragem desempenhou um papel determinante. Fosse a mesma isenta e o SL Benfica não sairia da 16ª jornada a cinco pontos do líder, ficando, em vez disso, em segundo lugar a três pontos do FC Porto.  

 

O facto de se considerar que a arbitragem de Hugo Miguel prejudicou o SL Benfica não constitui um preciosismo ou uma desculpa para o resultado final. A verdade é que existiram lances capitais nos quais nem o árbitro nem o VAR tomaram as decisões corretas. Podíamos, por exemplo, referir o lance em que William Carvalho desvia ostensivamente a bola com o braço na área, ou os desvios suspeitos de Fábio Coentrão e Piccini, que seriam muito úteis numa partida de andebol.  

 

Mesmo que não considerássemos os lances passíveis de grande penalidade, existe uma jogada-chave. O golo do Sporting CP, aos 19 minutos, parte de uma jogada em que Acuna recebe a bola em fora de jogo. Isso é condição suficiente, ou deveria ser, para que se anulasse o golo.  Compreendia-se que o fiscal de linha não visse a irregularidade, mas a partir do momento em que existe um VAR a analisar o lance, não existem desculpas.  

 

O problema é que esta já não é uma situação normal, é uma situação de pressão sucessiva sobre o Benfica e sobre as arbitragens, que depois leva a isto: em caso de dúvida, a decisão nunca favorece o Benfica. Fosse a arbitragem isenta e o resultado teria sido outro. 

 

Importa referir também que a arbitragem não foi a única razão pela qual o SL Benfica perdeu dois pontos. Os tetracampeões nacionais criaram inúmeras ocasiões para marcar e não conseguiram capitalizar. A este nível não se pode admitir tamanha falta de eficácia. Compreende-se que, estando tanto em jogo, nem sempre é possível ter sangue frio no momento de finalizar, mas tem de existir um trabalho no sentido de garantir que, no futuro, exista um maior aproveitamento por parte dos jogadores do SL Benfica.  

 

Ainda sobre o jogo de quarta-feira convém realçar que o tetracampeão protagonizou a melhor exibição coletiva da época. Sem margem para dúvidas. Os jogadores encarnados transformaram um Sporting CP irreconhecível numa equipa defensiva que, desde o minuto 19, se refugiou numa vantagem que pouco ou nada fizera para construir. O Sporting CP prometia muito, mas o que se viu mostra que a equipa de Jorge Jesus ainda não tem o que é preciso para se sagrar campeã nacional.  

 

O empate acabou por chegar aos 90 minutos e deu alguma justiça a um resultado que se afigurava inacreditável. Curioso ou não, nenhum dos comentadores de bancada que tanto criticara o SL Benfica por não ter atacado no Dragão veio agora criticar o Sporting CP por ainda ter feito menos do que o tetracampeão fizera nesse jogo.  

 

Por fim, deixar uma palavra a Rui Vitória. O treinador do SL Benfica arriscou tudo durante o jogo e apostou em Rafa, quando se esperava outra opção. No entanto, Rafa foi o escolhido e Rafa foi quem acabou por conquistar a grande penalidade, da qual resultou o empate. Não é qualquer treinador que arrisca tudo contra o Sporting, ficando a jogar com três defesas. Rui Vitória ganhou um voto de confiança dos adeptos e é nele que devemos confiar para chegarmos ao pentacampeonato. As contas ficaram mais difíceis, mas, com esta atitude,  é possível. Mostremos, pois, a nossa raça, crença e ambição para continuar a escrever história, contra tudo e contra todos.  

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