Avenses voam pela primeira vez até às “meias” da Taça (CRÓNICA)

Avenses voam pela primeira vez até às “meias” da Taça (CRÓNICA)

10 Janeiro, 2018 Não Por Joana Quintas

Rio Ave 4×4 CD Aves (Após prolongamento) 4×5 (Após grandes penalidades) | Quartos de final, Taça de Portugal

A festa da Taça jogou-se este início de noite em Vila do Conde. Frente e frente, duas equipas da primeira liga, praticamente vizinhas a nível geográfico, mas algo distantes na tabela classificativa do campeonato. Os 90 minutos terminaram com um empate a três e o prolongamento não foi suficiente para desempatar a eliminatória. A passagem à fase seguinte foi decidida nas grandes penalidades, com o CD Aves a vencer por 4×5 e a seguir, pela primeira vez na sua história, para as meias finais da competição.

As duas formações nortenhas entraram em campo com o foco na passagem às meias finais da Taça de Portugal. De Vila das Aves foram muitos os adeptos que se deslocaram ao Estádio dos Arcos para apoiar a equipa mas foram os da casa que chegaram primeiro ao golo, aos 17 minutos de jogo. Marcelo desviou a bola para a baliza depois de um primeiro cabeceamento de Guedes que deixou a bola em cima da linha de golo. À passagem dos 20 minutos, os avenses deram a resposta que se impunha e viram Amilton fazer mexer as redes defendidas por Rui Vieira, mas o árbitro já tinha interrompido a partida por posição irregular. E, um minuto depois, novo fora de jogo ao CD Aves, desta vez tirado a Sami. Os dois lances foram suficientes para instalar a polémica na partida, uma vez que as imagens televisivas deixaram claro que ambos eram regulares.

E se os dois foras de jogo já tinham deixado os ânimos exaltados, a dúvida sobre a existência de uma grande penalidade acabou por agravar a situação. Logo aos 22 minutos, Marcelo cortou a bola com a mão na sua área, num lance com Amilton. Equipa e equipa técnica do CD Aves reclamaram grande penalidade, mas o árbitro deu ordem para seguir. À passagem da meia hora Lito Vidigal recebeu mesmo ordem de expulsão do banco dos avenses e, já em cima do intervalo, Ponck teve a possibilidade de fazer o empate, com um cabeceamento que saiu a rasar o poste.

A segunda parte recomeçou praticamente com a reposição da igualdade no marcador, logo aos 50 minutos. Rodrigo Defendi surgiu na área para desviar de cabeça um livre batido por Paulo Machado. Ainda assim, o Rio Ave havia de chegar logo de seguida ao 2×1, três minutos depois, por intermédio de Tarantini. Com o CD Aves a procurar o golo, acabou mesmo por ser o Rio Ave a ampliar a vantagem, aos 75 minutos, desta vez por João Novais, que atirou cruzado para o fundo das redes de Adriano Facchini.

Com o resultado a assinalar o 3×1, a reviravolta começou a desenhar-se aos 89 minutos. Amilton reduziu para 3×2 de cabeça e, no minuto seguinte, Arango estabeleceu de novo a igualdade na partida, levando-a para prolongamento. Ao contrário do que aconteceu nos 90 minutos de jogo, foi o CD Aves a chegar primeiro à vantagem, ainda na primeira parte do prolongamento, novamente por intermédio de Arango. Mas, num jogo de emoções fortes e onde não se pôde dar nada como garantido até ao apito final, o Rio Ave, aos 113 minutos, fez o 4×4, com Gelson Dala a estrear-se da melhor maneira com a camisola vilacondense.

Do desempate por grandes penalidades, foi o CD Aves que saiu vencedor. O último penalti, depois de todos os outros da série de cinco terem sido cobrados, coube ao Rio Ave, que falhou e deixou o resultado final no 4×5. O CD Aves segue agora para as meias finais da competição, onde irá defrontar o Caldas, e tentar, pela primeira vez na história, chegar ao Jamor.